O Diabo foi banido, nas últimas décadas, das pregações da Igreja, mas só nas primeiras 48 horas de pontificado, o Papa Francisco desafiou o inimigo n.o 1 dos católicos por duas vezes. A 14 de Março, na Capela Sistina, citou o escritor francês Léon Bloy: “Quem não reza ao senhor, reza ao Diabo.” E logo a seguir, acrescentou: “Quando não se confessa Jesus Cristo, confessa-se o mundanismo do Diabo.” No dia seguinte, voltou à carga e deixou um aviso sério aos cardeais: “Não cedamos nunca ao pessimismo e à amargura que o Diabo nos oferece.”
A batalha não ficou por aí. Poucos dias depois, Francisco relembrou o Demónio, num discurso dirigido aos jovens. “E nestes momentos vem o inimigo, vem o Diabo, muitas vezes disfarçado de anjo e insidiosamente nos diz a sua palavra. Não o escuteis.” Mesmo antes de chegar à cátedra de São Pedro, e quando era cardeal, Bergoglio já falava publicamente do Demónio. Ainda em Buenos Aires, chegou a atribuir a aprovação do casamento gay às manobras do inimigo. Em 2010, o agora Papa escreveu uma carta às carmelitas argentinas, pedindo-lhes que rezassem: “Não sejamos ingénuos. Esta não é uma mera luta política. Trata-se de uma proposta destrutiva do plano de Deus. Não é uma mera proposta legislativa (essa é apenas a forma), mas uma medida do pai da mentira para confundir e iludir os filhos de Deus.”
As primeiras abordagens de Francisco aos assuntos demoníacos passaram despercebidas, mas o exorcismo que terá feito no último domingo, na Praça de São Pedro, acordou a opinião pública. Será o novo Papa obcecado, nas suas pregações, pelo tema do demónio? E como poderá, nesse caso, liderar uma Igreja rendida às evidências da Ciência e que, nas últimas décadas, foge do tema como o Diabo da cruz? “A pregação sobre o Demónio ou sobre o inferno quase desapareceu das homilias e ganharam força questões politicamente correctas, como a doutrina social da Igreja”, confirma um sacerdote. Mas nem por isso os padres católicos passaram a negar a existência do Demónio e todos os papas têm repetido – uns mais discretamente do que outros – a doutrina tradicional da Igreja, que preconiza que o Diabo existe e que Jesus é o salvador precisamente porque libertou do mal.
Paulo VI e os avisos O Papa que mais se referiu ao Demónio foi João Paulo II. Mas a expressão mais célebre na história da relação entre o Vaticano e o Diabo pertence a Paulo VI que, em Junho 1972, chocou a imprensa internacional. “Tenho a sensação de que o fumo de Satanás entrou no templo de Deus através de alguma fenda”, disse, referindo-se à crise da Igreja, saída do Concílio Vaticano II e à perda de influência no mundo moderno. A tirada rendeu-lhe dissabores na opinião pública e, sobretudo, junto da ala progressista da Igreja – que o acusaram de voltar à Idade Média.
Mesmo assim, Paulo VI insistiu e, numa longa homilia dedicada aos perigos do Demónio, avisou os católicos de que o Diabo não é um mito. “Devemos lutar contra o demónio. Quase ninguém pensa nele”, criticou. E acrescentou: “Já não se fala dele porque não é uma experiência visível. Crê-se que não existem as coisas que não se vêem.”
Os exorcismos de João Paulo II A postura de João Paulo II na batalha contra o inimigo foi bem mais pragmática e durou quase até ao fim da vida. Aos 80 anos e a sofrer de Parkinson, o beato terá exorcizado uma rapariga italiana de 19 anos, que viajou do Norte do país de propósito para resolver um problema de possessão.
A história, revelada num dos livros do exorcista de Roma Gabriele Amorth, é muito semelhante à que se conta sobre o exorcismo do Papa Francisco. A rapariga foi levada à Praça de São Pedro para assistir à audiência semanal de João Paulo II, depois de vários exorcistas terem desistido do caso.
João Paulo II não fez o ritual completo: abeirou-se dela, abraçou-a e rezou. Mas este não foi o seu primeiro exorcismo: a estreia terá ocorrido ainda na década de 1970, mas pouco se sabe sobre o caso. Já sobre a segunda experiência de João Paulo II há muitos detalhes que ficaram para posteridade. Um cardeal francês, Jacques Martin, contou tudo nas suas memórias. Wojtyla terá exorcizado uma mulher chamada Francesca. Durante horas, desfiou orações sem sucesso. Até que lhe disse: “Amanhã rezarei uma missa por ti”. O cardeal conta que Francesca voltou a si nesse momento. Um ano depois, já curada, foi recebida, com o marido numa audiência papal.
Bento XVI e a luta silenciosa Contrariamente aos seus antecessores, Bento XVI falou poucas vezes no Demónio. Mas em Agosto do ano passado, quando estava de férias em Castel Gandolfo e antes da oração do Angelus, Ratzinger recordou a traição de Judas. “Ele poderia ter ido embora, mas escolheu ficar com Jesus para se vingar dele.” A culpa, sublinhou o Papa emérito, foi da falsidade. “E a falsidade é a marca do diabo”, rematou.
Numa outra ocasião, na quaresma de 2008, Bento XVI afirmou: “Temos de encarar o mal e combater os seus efeitos mas sobretudo as suas causas e a sua causa primeira, que é Satanás.” Terão sido, porventura, as únicas duas vezes que Ratzinger tocou publicamente no assunto. O que não significa, sublinha um padre consultado pelo i, que Bento XVI não tenha travado as suas batalhas contra o Diabo. “Como profundo teólogo, abordou muitíssimas vezes as consequências da sua existência: o relativismo moral, o consumismo desenfreado ou o esquecimento de Deus.”
Jornal i: Rosa Ramos 23 Maio 2013
domingo, 12 de outubro de 2014
segunda-feira, 6 de outubro de 2014
Pensamentos marianos
1 - “Invoca a Santíssima Virgem; não deixes de pedir-lhe que se mostre sempre tua Mãe, e que alcance, com a graça do seu Filho, luz de boa doutrina na inteligência, e amor e pureza no coração, a fim de que saibas ir para Deus e levar-Lhe muitas almas.” (São Josemaría Escrivá)
2 - “É impossível nos aproximarmos de Maria, sem que ela não nos leve até seu Filho. Essa é sua missão. Assim, a devoção mariana nunca é estéril; pelo contrário, seu efeito sempre será um encontro transformador daquele que reza com Jesus.” (Imitação de Maria, nº 118)
3 - “Se faltar alegria em nossa casa, em nossas vidas, chamemos por Maria.” (Imitação de Maria, nº 124)
4 - “Imitar Maria é acolher com amor o grande presente que a cada ano deseja nascer em nós.” (Imitação de Maria, nº 168)
5 - “O primeiro passo para imitarmos Maria é termos intimidade com a Palavra. É a paixão pela Sagrada Escritura que fazem que o Verbo de Deus se encarnem em nossa carne e assim nos tornamos fecundos pela Palavra.” (Imitação de Maria, nº 194)
6 - “Enche-te de segurança: nós temos por Mãe a Mãe de Deus, a Santíssima Virgem Maria, Rainha do Céu e do Mundo.” (São Josemaría Escrivá)
7 - “Recorre constantemente à Virgem Santíssima, Mãe de Deus e Mãe da humanidade. E Ela atrairá, com suavidade de Mãe, o amor de Deus às almas das tuas relações, para que se decidam a ser testemunhas de Cristo.” (São Josemaría Escrivá)
8 - “A maior alegria que podemos dar a Maria Santíssima é a de levar Jesus Eucarístico no nosso peito.” (Santo Hilário)
9 - “Deus depositou a plenitude de todo o bem em Maria, para que nisso conhecêsse-mos que tudo o que temos de esperança, graça e salvação, dela deriva até nós.” (São Boaventura)
10 - “Sê de Maria e serás nosso.” (São Josemaría Escrivá)
11 - “As orações de Maria junto a Deus têm mais poder junto da Majestade divina que as preces e intercessão de todos os anjos e santos do Céu e da Terra.” (Santo Agostinho)
12 - Padre Pio costumava chamar a Virgem Santíssima de “Mamãe Celestial”, certa vez disse: “que se um milhão de crianças rezassem o Rosário, o mundo não seria o mesmo.”
13 - “O amor à nossa Mãe será sopro que atice em fogo vivo as brasas de virtude que estão ocultas sob o rescaldo da tua tibieza.” (São Josemaría Escrivá)
14 - “Eu vos convido a rezar com o coração e não por hábito.” (Nossa Senhora de Medjugorie)
15 - “Desejo convidá-los a começar a viver, de hoje em diante, uma vida nova. Queridos filhos, quero que compreendam que Deus, no Seu plano de salvação para a humanidade, escolheu cada um de vocês.” (Nossa Senhora de Medjugorie)
16 - “Tenho encontrado a esta Virgem soberana, sempre que me tenho encomendado a Ela.” (Santa Teresa de Jesus)
17 - “Pede a SS. Virgem que seja teu guia, que seja a estrela, o farol que brilhe no meio das trevas de tua vida.” (Santa Teresa dos Andes)
18 - “Bendito seja o nosso Deus que nos deu a sua Mãe por nossa Mãe.” (Beata Maria Maravilhas de Jesus)
19 - “Decidi-me firmemente a não desejar um coração melhor do que este que Maria quiser me dar, pois ela é a amável Mãe dos corações, a Mãe do Santo Amor, Mãe do Coração dos corações.” (São Francisco de Sales)
20 - "Mediante o Rosário, o povo cristão aprende com Maria a contemplar a beleza do rosto de Cristo, e a experimentar a profundidade do seu amor." (Beato João Paulo II)
21 - “Eu sou a vossa Mãe, meus filhos, e vim para vos ensinar a amar.” (Nossa Senhora de Medjugorie)
22 - “Quando vires chegar a tempestade, se te abrigares nesse Refúgio firme que é Maria, não haverá perigo algum de que venhas a soçobrar ou a afundar-te.” (São Josemaría Escrivá)
23 - “Senhora, Mãe de Deus e minha Mãe, nem por sombras quero que deixes de ser a Dona e a Imperatriz de toda a criação.” (São Josemaría Escrivá)
24 - “Para chegares à Santíssima Trindade, passe por Maria.” (São Josemaría Escrivá)
25 - “Dar-te-ei um conselho que não cansarei de repetir às almas: que ames com loucura a Mãe de Deus, que é Mãe nossa.” (São Josemaría Escrivá)
26 - “Deves tornar o seu amor pela Santíssima Virgem mais vivo, mais sobrenatural.” (São Josemaría Escrivá)
27 - “Não estás só. Nem tu nem eu podemos encontrar-nos sós. E menos ainda se vamos a Jesus por Maria, pois é uma Mãe que nunca nos abandonará.” (São Josemaría Escrivá)
28 - “Minha Mãe do Ceú: faz que eu volte ao fervor, à entrega, à abnegação; numa palavra, ao Amor.” (São Josemaría Escrivá)
29 - “Situa-te muito perto da tua Mãe, a Santíssima Virgem. Deves estar sempre unido a Deus: procura a união com Ele, junto da sua Mãe bendita.” (São Josemaría Escrivá)
30 - “Se procuras Maria, encontrarás “necessariamente” Jesus, e aprenderás, sempre com maior profundidade, o que há no Coração de Deus.” (São Josemaría Escrivá)
31 - “Mãe nossa, Esperança nossa! Como estamos seguros, juntos a ti, ainda que tudo cambaleie!” (São Josemaría Escrivá)
32 - “Maria é nossa grande inspiração no cumprimento dessa vontade de Deus; consagrar-se a ele, tornar-se sagrado nele, deve ser nossa meta de vida.” (Imitação de Maria)
33 - “Somos agraciados por Deus da mesma forma que foi Maria.” (Imitação de Maria)
34 - “Não desanimes. Pelo contrário, chama por tua Mãe, Santa Maria, com fé e abandono de criança. Ela trará o sossego à tua alma.” (São Josemaría Escrivá)
35 - “O desejo de Deus para nós é que sejamos, a exemplo de Maria, cheios de graça, da santíssima graça divina a tal ponto que confere ao Todo-Poderoso plenos poderes de agir com propriedade em nossa alma.” (Imitação de Maria)
36 - “Se de Maria e serás de Deus.” (São Josemaría Escrivá)
37 - “A Jesus sempre se vai e se volta por Maria.” (São Josemaría Escrivá)
38 - “Todos os pecados de tua vida parecem ter-se posto de pé. Não desanimes. Pelo contrário, por Tua Mãe, Santa Maria, com fé e abandono de criança Ela trará o sossego a tua alma.” (São Josemaría Escrivá)
39 - “Maria Santíssima, Mãe de Deus, passa despercebida, como mais uma entre as mulheres de seu povo. Aprende dela a viver com naturalidade.” (São Josemaría Escrivá)
40 - “Maria mestra de oração. Olha como pede à seu em Caná e como insiste, sem desanimar, com perseverança e como consegue. Aprende.” (São Josemaría Escrivá)
41 - “A Virgem Santa Maria, Mãe do amor formoso, aquietará o teu coração, quando te fizer sentir que é de carne, se recorres a Ela com confiança.” (São Josemaría Escrivá)
42 - “A Virgem Dolorosa... quando a contemplares, repare em seu coração. É uma Mãe com dois filhos frente a frente: Jesus e tu.” (São Josemaría Escrivá)
43 - “Que humildade, a de minha Mãe Santa Maria. Não a vereis entre as palmas de Jerusalém, nem a fora as primícias de Caná à hora dos grandes milagres. Mas não foge ao desprezo do Gólgota, ali está, junto a cruz de Jesus.” (São Josemaría Escrivá)
44 - “Admira a firmeza de Santa Maria: ao pé da cruz, com a maior dor humana. Não há dor como a Sua dor, cheia de fortaleza. E pede-lhe dessa firmeza para que saibas também estar junto da cruz.” (São Josemaría Escrivá)
45 - “Maria, mestra do sacrifício escondido e silencioso. Vede-a, quase sempre oculta, colaborando com o Filho: sabe e cala.” (São Josemaría Escrivá)
46 - “Vedes com que simplicidade! E o Verbo se fez carne. Assim agiram os santos: sem espetáculo. Se houve, foi apenas deles.” (São Josemaría Escrivá)
47 - “Antes sozinho, não podias... agora, recorreste à Senhora, e com ela, que fácil!” (São Josemaría Escrivá)
48 - “Se queres ser fiel, sê muito mariano.” (São Josemaría Escrivá)
49 - “Maria, mesmo muito jovem, demonstra sabedoria em acolher com fé a mensagem divina.” (Imitação de Maria)
50 - “O Senhor que fora rejeitado pela humanidade, encontrou abrigo em Maria.” (Imitação de Maria)
51 - “Cheia de graça, é a pessoa que permite Deus viver em si.” (Imitação de Maria)
52 - “Nada temas, não te sintas perturbada. Não terás do que envergonhar-te ...” (Is.54,4)
53 - “A perturbação não nos pode paralisar diante das responsabilidades, fomos criados para sermos adultos, maduros. Maria perturba-se, mas não fica na angústia, transforma esse sentimento em reflexão.” (Imitação de Maria)
54 - “A Jesus sempre se vai e se ‘volta’ por Maria.” (São Josemaría Escrivá)
55 - “Confia. Invoca Nossa Senhora e serás fiel.” (São Josemaría Escrivá)
56 - “Sem reflexão nossa oração corre risco de ser estéril. Maria nos ensina a refletir.” (Imitação de Maria)
57 - “Alma esposa, aceita e acolhe a proposta de Deus.” (Papa Bento XVI)
58 - “Nada é tão sublime que uma vida totalmente entregue a Deus.” (Papa Bento XVI)
59 - “Se em Deus nos encontramos, se aos olhos dele nosso viver tem valor eterno, então nos vem a pergunta: Por que temer? Por que se desesperar? Por que duvidar? Basta confiar, e foi justamente o que Maria fez.” (Imitação de Maria)
60 - “Não foi a morte que nos salvou, mas a vontade de quem morria.” (São Bernardo)
61 - “Obedecer é deixar-se amar por Deus. O demônio desafia as autoridades, por isso, devo obedecer e enxergar na autoridade a pessoa de Deus.” (Comunidade Mater Dolorosa de Jerusalém)
62 - “Preciso alegrar-me com aquele que encontrei (Cristo) e não prender-me ao que preciso renunciar.” (Comunidade Mater Dolorosa de Jerusalém)
63 - “É o amor o que mais pode nos assemelhar a Maria, imitar a mãe de Deus, é aprender a amar, pois ela vive e essência aquilo que seu Filho Jesus é por natureza: Amor.” (Imitação de Maria)
64 - “Imitar Maria é saber-se abrir ao Espírito para que ele nos faça criaturas novas.” (Imitação de Maria)
65 - “A felicidade de Maria não é a ausência de problemas. Em tudo fazer a vontade de Deus, isso faz que ela, mesmo na dor, pratique o serviço, e por isso viva em paz; por isso, seja feliz.” (Imitação de Maria)
66 - “O “sim “ de Maria é seu grande “amém”, é sua profissão de fé... eu creio, acato, faça-se, cumpra-se em mim o teu querer, Senhor.” (Imitação de Maria)
67 - “De Maria, aprendemos que a prudência é a chave da sabedoria.” (Imitação de Maria)
68 - “A presença de Maria, cheia de Deus, é capaz de transmitir aos outros o Espírito Santo que a fecundou no amor.” (Imitação de Maria) “Na hora do desespero, invoquemos Maria.” (Imitação de Maria)
2 - “É impossível nos aproximarmos de Maria, sem que ela não nos leve até seu Filho. Essa é sua missão. Assim, a devoção mariana nunca é estéril; pelo contrário, seu efeito sempre será um encontro transformador daquele que reza com Jesus.” (Imitação de Maria, nº 118)
3 - “Se faltar alegria em nossa casa, em nossas vidas, chamemos por Maria.” (Imitação de Maria, nº 124)
4 - “Imitar Maria é acolher com amor o grande presente que a cada ano deseja nascer em nós.” (Imitação de Maria, nº 168)
5 - “O primeiro passo para imitarmos Maria é termos intimidade com a Palavra. É a paixão pela Sagrada Escritura que fazem que o Verbo de Deus se encarnem em nossa carne e assim nos tornamos fecundos pela Palavra.” (Imitação de Maria, nº 194)
6 - “Enche-te de segurança: nós temos por Mãe a Mãe de Deus, a Santíssima Virgem Maria, Rainha do Céu e do Mundo.” (São Josemaría Escrivá)
7 - “Recorre constantemente à Virgem Santíssima, Mãe de Deus e Mãe da humanidade. E Ela atrairá, com suavidade de Mãe, o amor de Deus às almas das tuas relações, para que se decidam a ser testemunhas de Cristo.” (São Josemaría Escrivá)
8 - “A maior alegria que podemos dar a Maria Santíssima é a de levar Jesus Eucarístico no nosso peito.” (Santo Hilário)
9 - “Deus depositou a plenitude de todo o bem em Maria, para que nisso conhecêsse-mos que tudo o que temos de esperança, graça e salvação, dela deriva até nós.” (São Boaventura)
10 - “Sê de Maria e serás nosso.” (São Josemaría Escrivá)
11 - “As orações de Maria junto a Deus têm mais poder junto da Majestade divina que as preces e intercessão de todos os anjos e santos do Céu e da Terra.” (Santo Agostinho)
12 - Padre Pio costumava chamar a Virgem Santíssima de “Mamãe Celestial”, certa vez disse: “que se um milhão de crianças rezassem o Rosário, o mundo não seria o mesmo.”
13 - “O amor à nossa Mãe será sopro que atice em fogo vivo as brasas de virtude que estão ocultas sob o rescaldo da tua tibieza.” (São Josemaría Escrivá)
14 - “Eu vos convido a rezar com o coração e não por hábito.” (Nossa Senhora de Medjugorie)
15 - “Desejo convidá-los a começar a viver, de hoje em diante, uma vida nova. Queridos filhos, quero que compreendam que Deus, no Seu plano de salvação para a humanidade, escolheu cada um de vocês.” (Nossa Senhora de Medjugorie)
16 - “Tenho encontrado a esta Virgem soberana, sempre que me tenho encomendado a Ela.” (Santa Teresa de Jesus)
17 - “Pede a SS. Virgem que seja teu guia, que seja a estrela, o farol que brilhe no meio das trevas de tua vida.” (Santa Teresa dos Andes)
18 - “Bendito seja o nosso Deus que nos deu a sua Mãe por nossa Mãe.” (Beata Maria Maravilhas de Jesus)
19 - “Decidi-me firmemente a não desejar um coração melhor do que este que Maria quiser me dar, pois ela é a amável Mãe dos corações, a Mãe do Santo Amor, Mãe do Coração dos corações.” (São Francisco de Sales)
20 - "Mediante o Rosário, o povo cristão aprende com Maria a contemplar a beleza do rosto de Cristo, e a experimentar a profundidade do seu amor." (Beato João Paulo II)
21 - “Eu sou a vossa Mãe, meus filhos, e vim para vos ensinar a amar.” (Nossa Senhora de Medjugorie)
22 - “Quando vires chegar a tempestade, se te abrigares nesse Refúgio firme que é Maria, não haverá perigo algum de que venhas a soçobrar ou a afundar-te.” (São Josemaría Escrivá)
23 - “Senhora, Mãe de Deus e minha Mãe, nem por sombras quero que deixes de ser a Dona e a Imperatriz de toda a criação.” (São Josemaría Escrivá)
24 - “Para chegares à Santíssima Trindade, passe por Maria.” (São Josemaría Escrivá)
25 - “Dar-te-ei um conselho que não cansarei de repetir às almas: que ames com loucura a Mãe de Deus, que é Mãe nossa.” (São Josemaría Escrivá)
26 - “Deves tornar o seu amor pela Santíssima Virgem mais vivo, mais sobrenatural.” (São Josemaría Escrivá)
27 - “Não estás só. Nem tu nem eu podemos encontrar-nos sós. E menos ainda se vamos a Jesus por Maria, pois é uma Mãe que nunca nos abandonará.” (São Josemaría Escrivá)
28 - “Minha Mãe do Ceú: faz que eu volte ao fervor, à entrega, à abnegação; numa palavra, ao Amor.” (São Josemaría Escrivá)
29 - “Situa-te muito perto da tua Mãe, a Santíssima Virgem. Deves estar sempre unido a Deus: procura a união com Ele, junto da sua Mãe bendita.” (São Josemaría Escrivá)
30 - “Se procuras Maria, encontrarás “necessariamente” Jesus, e aprenderás, sempre com maior profundidade, o que há no Coração de Deus.” (São Josemaría Escrivá)
31 - “Mãe nossa, Esperança nossa! Como estamos seguros, juntos a ti, ainda que tudo cambaleie!” (São Josemaría Escrivá)
32 - “Maria é nossa grande inspiração no cumprimento dessa vontade de Deus; consagrar-se a ele, tornar-se sagrado nele, deve ser nossa meta de vida.” (Imitação de Maria)
33 - “Somos agraciados por Deus da mesma forma que foi Maria.” (Imitação de Maria)
34 - “Não desanimes. Pelo contrário, chama por tua Mãe, Santa Maria, com fé e abandono de criança. Ela trará o sossego à tua alma.” (São Josemaría Escrivá)
35 - “O desejo de Deus para nós é que sejamos, a exemplo de Maria, cheios de graça, da santíssima graça divina a tal ponto que confere ao Todo-Poderoso plenos poderes de agir com propriedade em nossa alma.” (Imitação de Maria)
36 - “Se de Maria e serás de Deus.” (São Josemaría Escrivá)
37 - “A Jesus sempre se vai e se volta por Maria.” (São Josemaría Escrivá)
38 - “Todos os pecados de tua vida parecem ter-se posto de pé. Não desanimes. Pelo contrário, por Tua Mãe, Santa Maria, com fé e abandono de criança Ela trará o sossego a tua alma.” (São Josemaría Escrivá)
39 - “Maria Santíssima, Mãe de Deus, passa despercebida, como mais uma entre as mulheres de seu povo. Aprende dela a viver com naturalidade.” (São Josemaría Escrivá)
40 - “Maria mestra de oração. Olha como pede à seu em Caná e como insiste, sem desanimar, com perseverança e como consegue. Aprende.” (São Josemaría Escrivá)
41 - “A Virgem Santa Maria, Mãe do amor formoso, aquietará o teu coração, quando te fizer sentir que é de carne, se recorres a Ela com confiança.” (São Josemaría Escrivá)
42 - “A Virgem Dolorosa... quando a contemplares, repare em seu coração. É uma Mãe com dois filhos frente a frente: Jesus e tu.” (São Josemaría Escrivá)
43 - “Que humildade, a de minha Mãe Santa Maria. Não a vereis entre as palmas de Jerusalém, nem a fora as primícias de Caná à hora dos grandes milagres. Mas não foge ao desprezo do Gólgota, ali está, junto a cruz de Jesus.” (São Josemaría Escrivá)
44 - “Admira a firmeza de Santa Maria: ao pé da cruz, com a maior dor humana. Não há dor como a Sua dor, cheia de fortaleza. E pede-lhe dessa firmeza para que saibas também estar junto da cruz.” (São Josemaría Escrivá)
45 - “Maria, mestra do sacrifício escondido e silencioso. Vede-a, quase sempre oculta, colaborando com o Filho: sabe e cala.” (São Josemaría Escrivá)
46 - “Vedes com que simplicidade! E o Verbo se fez carne. Assim agiram os santos: sem espetáculo. Se houve, foi apenas deles.” (São Josemaría Escrivá)
47 - “Antes sozinho, não podias... agora, recorreste à Senhora, e com ela, que fácil!” (São Josemaría Escrivá)
48 - “Se queres ser fiel, sê muito mariano.” (São Josemaría Escrivá)
49 - “Maria, mesmo muito jovem, demonstra sabedoria em acolher com fé a mensagem divina.” (Imitação de Maria)
50 - “O Senhor que fora rejeitado pela humanidade, encontrou abrigo em Maria.” (Imitação de Maria)
51 - “Cheia de graça, é a pessoa que permite Deus viver em si.” (Imitação de Maria)
52 - “Nada temas, não te sintas perturbada. Não terás do que envergonhar-te ...” (Is.54,4)
53 - “A perturbação não nos pode paralisar diante das responsabilidades, fomos criados para sermos adultos, maduros. Maria perturba-se, mas não fica na angústia, transforma esse sentimento em reflexão.” (Imitação de Maria)
54 - “A Jesus sempre se vai e se ‘volta’ por Maria.” (São Josemaría Escrivá)
55 - “Confia. Invoca Nossa Senhora e serás fiel.” (São Josemaría Escrivá)
56 - “Sem reflexão nossa oração corre risco de ser estéril. Maria nos ensina a refletir.” (Imitação de Maria)
57 - “Alma esposa, aceita e acolhe a proposta de Deus.” (Papa Bento XVI)
58 - “Nada é tão sublime que uma vida totalmente entregue a Deus.” (Papa Bento XVI)
59 - “Se em Deus nos encontramos, se aos olhos dele nosso viver tem valor eterno, então nos vem a pergunta: Por que temer? Por que se desesperar? Por que duvidar? Basta confiar, e foi justamente o que Maria fez.” (Imitação de Maria)
60 - “Não foi a morte que nos salvou, mas a vontade de quem morria.” (São Bernardo)
61 - “Obedecer é deixar-se amar por Deus. O demônio desafia as autoridades, por isso, devo obedecer e enxergar na autoridade a pessoa de Deus.” (Comunidade Mater Dolorosa de Jerusalém)
62 - “Preciso alegrar-me com aquele que encontrei (Cristo) e não prender-me ao que preciso renunciar.” (Comunidade Mater Dolorosa de Jerusalém)
63 - “É o amor o que mais pode nos assemelhar a Maria, imitar a mãe de Deus, é aprender a amar, pois ela vive e essência aquilo que seu Filho Jesus é por natureza: Amor.” (Imitação de Maria)
64 - “Imitar Maria é saber-se abrir ao Espírito para que ele nos faça criaturas novas.” (Imitação de Maria)
65 - “A felicidade de Maria não é a ausência de problemas. Em tudo fazer a vontade de Deus, isso faz que ela, mesmo na dor, pratique o serviço, e por isso viva em paz; por isso, seja feliz.” (Imitação de Maria)
66 - “O “sim “ de Maria é seu grande “amém”, é sua profissão de fé... eu creio, acato, faça-se, cumpra-se em mim o teu querer, Senhor.” (Imitação de Maria)
67 - “De Maria, aprendemos que a prudência é a chave da sabedoria.” (Imitação de Maria)
68 - “A presença de Maria, cheia de Deus, é capaz de transmitir aos outros o Espírito Santo que a fecundou no amor.” (Imitação de Maria) “Na hora do desespero, invoquemos Maria.” (Imitação de Maria)
Homilia na Missa de abertura do Sínodo dos Bispos (Basílica de São Pedro, 05.10.2014)
Nas leituras de hoje, é usada a imagem da vinha do Senhor tanto pelo profeta Isaías como pelo Evangelho. A vinha do Senhor é o seu «sonho», o projecto que Ele cultiva com todo o seu amor, como um agricultor cuida do seu vinhedo. A videira é uma planta que requer muitos cuidados!
O «sonho» de Deus é o seu povo: Ele plantou-o e cultiva-o, com amor paciente e fiel, para se tornar um povo santo, um povo que produza muitos e bons frutos de justiça. Mas, tanto na antiga profecia como na parábola de Jesus, o sonho de Deus fica frustrado. Isaías diz que a vinha, tão amada e cuidada, «produziu agraços» (5, 2.4), enquanto Deus «esperava a justiça, e eis que só há injustiça; esperava a rectidão, e eis que só há lamentações» (5, 7). Por sua vez, no Evangelho, são os agricultores que arruínam o projecto do Senhor: não trabalham para o Senhor, mas só pensam nos seus interesses.
Através da sua parábola, Jesus dirige-se aos sumos sacerdotes e aos anciãos do povo, isto é, aos «sábios», à classe dirigente. Foi a eles, de modo particular, que Deus confiou o seu «sonho», isto é, o seu povo, para que o cultivem, cuidem dele e o guardem dos animais selvagens. Esta é a tarefa dos líderes do povo: cultivar a vinha com liberdade, criatividade e diligência.
Mas Jesus diz que aqueles agricultores se apoderaram da vinha; pela sua ganância e soberba, querem fazer dela aquilo que lhes apetece e, assim, tiram a Deus a possibilidade de realizar o seu sonho a respeito do povo que Ele escolheu. A tentação da ganância está sempre presente. Encontramo-la também na grande profecia de Ezequiel sobre os pastores (cf. cap. 34), comentada por Santo Agostinho num famoso Discurso que lemos, ainda nestes dias, na Liturgia das Horas. Ganância de dinheiro e de poder. E, para saciar esta ganância, os maus pastores carregam sobre os ombros do povo pesos insuportáveis, que eles próprios não põem nem um dedo para os deslocar (cf. Mt 23, 4).
Também nós somos chamados a trabalhar para a vinha do Senhor, no Sínodo dos Bispos. As assembleias sinodais não servem para discutir ideias bonitas e originais, nem para ver quem é mais inteligente… Servem para cultivar e guardar melhor a vinha do Senhor, para cooperar no seu sonho, no seu projecto de amor a respeito do seu povo. Neste caso, o Senhor pede-nos para cuidarmos da família, que, desde os primórdios, é parte integrante do desígnio de amor que ele tem para a humanidade. A nós também nos pode vir a tentação de «nos apoderarmos» da vinha, por causa da ganância que nunca falta em nós, seres humanos. O sonho de Deus sempre se embate com a hipocrisia de alguns dos seus servidores. Podemos «frustrar» o sonho de Deus, se não nos deixarmos guiar pelo Espírito Santo. O Espírito dá-nos a sabedoria, que supera a ciência, para trabalharmos generosamente com verdadeira liberdade e humilde criatividade.
Irmãos, para cultivar e guardar bem a vinha, é preciso que os nossos corações e as nossas mentes sejam guardados em Cristo Jesus pela «paz de Deus que ultrapassa toda a inteligência», como diz São Paulo (Flp 4, 7). Assim, os nossos pensamentos e os nossos projectos estarão de acordo com o sonho de Deus: formar para Si um povo santo que Lhe pertença e produza os frutos do Reino de Deus (cf. Mt 21, 43).
Deus colocou um anjo ao nosso lado para nos proteger:
Os anjos da guarda existem, não são uma doutrina fantasiosa, mas companheiros que Deus colocou ao nosso lado, no caminho de nossa vida: foi o que disse o Papa Francisco na homilia celebrada na manhã desta quinta-feira, 02, na Casa Santa Marta, no dia em que a Igreja celebra a memória dos Santos Anjos da Guarda.
“As leituras do dia – afirmou o Papa Francisco – apresentam duas imagens: o anjo e o menino. Deus colocou um anjo ao nosso lado para nos proteger: “Se alguém aqui acredita que pode caminhar sozinho, se engana muito”, cai “no erro da soberbia, acredita ser grande e auto-suficiente”.
“Todos nós, segundo a tradição da Igreja, temos um anjo conosco, que nos guarda, nos faz ouvir as coisas. Quantas vezes ouvimos ‘Deveria fazer isso, assim não, tenho que ficar atento...’ Muitas vezes! É a voz do nosso companheiro de viagem. Temos que nos assegurar que ele nos levará até o fim de nossa vida com seus conselhos, temos que dar ouvidos à sua voz, não nos rebelar, pois a rebelião, o desejo de ser independente, todos nós temos isso: é a soberba”.
“Ninguém caminha sozinho e nenhum de nós pode pensar que está só” – prosseguiu o Papa – porque temos sempre “este companheiro”:
“E quando nós não queremos ouvir seus conselhos, dizemos ‘vai embora’! Expulsar o companheiro de caminho é perigoso, porque nenhum homem ou mulher pode aconselhar a si mesmo. O Espírito Santo me aconselha, o anjo me aconselha. O Pai disse “Eu mando um anjo diante de ti para guardar-te, para te acompanhar no caminho, para que não erres”.
Papa Francisco concluiu assim a homilia:
“Hoje eu pergunto: como está minha relação com o meu anjo da guarda? Eu o escuto? Digo-lhe ‘bom dia’, lhe peço para velar meu sono, falo com ele? Peço conselhos? O anjo está ao meu lado!”.
“As leituras do dia – afirmou o Papa Francisco – apresentam duas imagens: o anjo e o menino. Deus colocou um anjo ao nosso lado para nos proteger: “Se alguém aqui acredita que pode caminhar sozinho, se engana muito”, cai “no erro da soberbia, acredita ser grande e auto-suficiente”.
“Todos nós, segundo a tradição da Igreja, temos um anjo conosco, que nos guarda, nos faz ouvir as coisas. Quantas vezes ouvimos ‘Deveria fazer isso, assim não, tenho que ficar atento...’ Muitas vezes! É a voz do nosso companheiro de viagem. Temos que nos assegurar que ele nos levará até o fim de nossa vida com seus conselhos, temos que dar ouvidos à sua voz, não nos rebelar, pois a rebelião, o desejo de ser independente, todos nós temos isso: é a soberba”.
“Ninguém caminha sozinho e nenhum de nós pode pensar que está só” – prosseguiu o Papa – porque temos sempre “este companheiro”:
“E quando nós não queremos ouvir seus conselhos, dizemos ‘vai embora’! Expulsar o companheiro de caminho é perigoso, porque nenhum homem ou mulher pode aconselhar a si mesmo. O Espírito Santo me aconselha, o anjo me aconselha. O Pai disse “Eu mando um anjo diante de ti para guardar-te, para te acompanhar no caminho, para que não erres”.
Papa Francisco concluiu assim a homilia:
“Hoje eu pergunto: como está minha relação com o meu anjo da guarda? Eu o escuto? Digo-lhe ‘bom dia’, lhe peço para velar meu sono, falo com ele? Peço conselhos? O anjo está ao meu lado!”.
quarta-feira, 10 de setembro de 2014
Caminhar com Maria
2014-09-08
Papa: Como Maria, deixemos Deus caminhar conosco!
Na missa nesta manhã, na capela da Casa de Santa Marta, onde mora, o Santo Padre celebrou a Natividade de Maria, de acordo com o Calendário Litúrgico.
Olhando a história de Maria, perguntamo-nos se deixamos que Deus caminhe conosco, afirmou o Papa Francisco O Pontífice destacou que Deus está “nas coisas grandes”, mas também nas pequenas e tem a “paciência” de caminhar conosco, mesmo que sejamos pecadores.
O Papa Francisco fez sua meditação sobre a Criação e o caminho que Deus faz conosco dentro da História. Quando lemos o livro do Gênesis, observou, “existe o perigo de pensar que Deus fosse um mágico” que fazia as coisas” e “ as deixava andar com leis internas que Ele colocara em todas, para que se desenvolvessem até chegar à plenitude”. O Senhor, acrescentou o Papa, “deu autonomia às coisas do Universo, mas não independência”:
“Porque Deus não é um mágico, é o Criador! Mas quando no sexto dia, daquele relato, criou o Homem, deu uma outra autonomia, um pouco diferente, mas não independência: uma autonomia - a liberdade! E disse ao Homem que andasse para frente na História, e o tornou responsável pela criação e também disse que a dominasse, que levasse à plenitude dos tempos. E qual era a Plenitude dos tempos? Aquela que Ele tinha no coração: a chegada de seu Filho. Porque Deus – ouvimos Paulo – nos predestinou, todos, para sermos conforme a imagem do Filho”.
E isto, afirmou Francisco, “é o caminho da Humanidade, é o caminho do Homem. Deus queria que fossemos como seu Filho e que seu Filho fosse como nós”. O Papa se referiu assim à passagem do Evangelho de hoje que narra a genealogia de Jesus. “Neste elenco – destacou – temos santos e também pecadores, mas a história caminha porque Deus quis que os homens fossem livres”. E se é verdade que quando o homem “usou mal sua liberdade, Deus o expulsou do Paraíso” mas Ele “ fez uma promessa e o homem deixou o Paraíso com esperança. Pecador, mas com esperança!” Ele “seu caminho – reforçou – não o faz sozinho: Deus caminha com ele. Porque Deus fez uma opção: fez opção para sempre, não para um momento. É o Deus do tempo, é o Deus da História, é o Deus que caminha com seus filhos”. E isso até “à plenitude dos tempos” quando seu Filho se faz homem. Deus, afirmou ainda, “caminha com os justos e com os pecadores”. Caminha “com todos, para chegar ao encontro, ao encontro definitivo do homem com Ele”.
O Evangelho, disse ainda, termina esta história secular “com uma coisa pequenina, em um pequeno país, com José e Maria. “O Deus da grande História – sublinhou – e também da pequena História, porque deseja caminhar com todos”. Francisco citou Santo Tomás, onde afirma: “Não se assustar com coisas grandes, mas também levar em conta as pequenas, isto é divino”. “Deus é assim – retomou o Papa – está nas coisas grandes”, mas também nas pequenas:
“E o Senhor que caminha é Deus e é também o Senhor da paciência. A paciência de Deus! A paciência que teve com todas essas gerações. Com todas essas pessoas que viveram sua história de graça e de pecado, Deus é paciente! Deus caminha conosco, porque Ele quer que todos cheguemos a se conformes à imagem de Seu Filho. E daquele momento que nos deu liberdade na criação – não a independência – até hoje continua a caminhar”.
E assim, pois, “chegamos a Maria”. Hoje, disse o Papa, “estamos na ante-câmara desta história: o nascimento de Nossa Senhora”. E “pedimos ao Senhor, na oração do dia, unidade para caminhar juntos e paz no coração. É a graça de hoje”:
“Hoje podemos olhar Nossa Senhora, pequenina, santa, sem pecado, pura, predestinada a se tornar Mãe de Deus e também olhar esta história que está atrás, um pouco longa, secular e nos perguntar: ‘Como caminho eu em minha história? Deixo que Deus caminhe comigo? Deixo que Ele caminhe comigo ou quero caminhar sozinho? Deixo que Ele me afague, me ajude, me perdoe, me leve adiante para chegar ao encontro com Jesus Cristo?” Isto será o fim de nosso caminho: encontrarmo-nos com o Senhor. Esta pergunta nos fará bem hoje. ‘Deixo que Deus tenha paciência comigo? ’ E assim, olhando essa história grande e também este pequeno país, possamos louvar o Senhor e pedir humildemente que nos dê a paz, aquela paz do coração que somente Ele nos pode dar, que somente nos dá quando nós deixamos Ele caminhar conosco”.
Papa Francisco
Papa: Como Maria, deixemos Deus caminhar conosco!
Na missa nesta manhã, na capela da Casa de Santa Marta, onde mora, o Santo Padre celebrou a Natividade de Maria, de acordo com o Calendário Litúrgico.
Olhando a história de Maria, perguntamo-nos se deixamos que Deus caminhe conosco, afirmou o Papa Francisco O Pontífice destacou que Deus está “nas coisas grandes”, mas também nas pequenas e tem a “paciência” de caminhar conosco, mesmo que sejamos pecadores.
O Papa Francisco fez sua meditação sobre a Criação e o caminho que Deus faz conosco dentro da História. Quando lemos o livro do Gênesis, observou, “existe o perigo de pensar que Deus fosse um mágico” que fazia as coisas” e “ as deixava andar com leis internas que Ele colocara em todas, para que se desenvolvessem até chegar à plenitude”. O Senhor, acrescentou o Papa, “deu autonomia às coisas do Universo, mas não independência”:
“Porque Deus não é um mágico, é o Criador! Mas quando no sexto dia, daquele relato, criou o Homem, deu uma outra autonomia, um pouco diferente, mas não independência: uma autonomia - a liberdade! E disse ao Homem que andasse para frente na História, e o tornou responsável pela criação e também disse que a dominasse, que levasse à plenitude dos tempos. E qual era a Plenitude dos tempos? Aquela que Ele tinha no coração: a chegada de seu Filho. Porque Deus – ouvimos Paulo – nos predestinou, todos, para sermos conforme a imagem do Filho”.
E isto, afirmou Francisco, “é o caminho da Humanidade, é o caminho do Homem. Deus queria que fossemos como seu Filho e que seu Filho fosse como nós”. O Papa se referiu assim à passagem do Evangelho de hoje que narra a genealogia de Jesus. “Neste elenco – destacou – temos santos e também pecadores, mas a história caminha porque Deus quis que os homens fossem livres”. E se é verdade que quando o homem “usou mal sua liberdade, Deus o expulsou do Paraíso” mas Ele “ fez uma promessa e o homem deixou o Paraíso com esperança. Pecador, mas com esperança!” Ele “seu caminho – reforçou – não o faz sozinho: Deus caminha com ele. Porque Deus fez uma opção: fez opção para sempre, não para um momento. É o Deus do tempo, é o Deus da História, é o Deus que caminha com seus filhos”. E isso até “à plenitude dos tempos” quando seu Filho se faz homem. Deus, afirmou ainda, “caminha com os justos e com os pecadores”. Caminha “com todos, para chegar ao encontro, ao encontro definitivo do homem com Ele”.
O Evangelho, disse ainda, termina esta história secular “com uma coisa pequenina, em um pequeno país, com José e Maria. “O Deus da grande História – sublinhou – e também da pequena História, porque deseja caminhar com todos”. Francisco citou Santo Tomás, onde afirma: “Não se assustar com coisas grandes, mas também levar em conta as pequenas, isto é divino”. “Deus é assim – retomou o Papa – está nas coisas grandes”, mas também nas pequenas:“E o Senhor que caminha é Deus e é também o Senhor da paciência. A paciência de Deus! A paciência que teve com todas essas gerações. Com todas essas pessoas que viveram sua história de graça e de pecado, Deus é paciente! Deus caminha conosco, porque Ele quer que todos cheguemos a se conformes à imagem de Seu Filho. E daquele momento que nos deu liberdade na criação – não a independência – até hoje continua a caminhar”.
E assim, pois, “chegamos a Maria”. Hoje, disse o Papa, “estamos na ante-câmara desta história: o nascimento de Nossa Senhora”. E “pedimos ao Senhor, na oração do dia, unidade para caminhar juntos e paz no coração. É a graça de hoje”:
“Hoje podemos olhar Nossa Senhora, pequenina, santa, sem pecado, pura, predestinada a se tornar Mãe de Deus e também olhar esta história que está atrás, um pouco longa, secular e nos perguntar: ‘Como caminho eu em minha história? Deixo que Deus caminhe comigo? Deixo que Ele caminhe comigo ou quero caminhar sozinho? Deixo que Ele me afague, me ajude, me perdoe, me leve adiante para chegar ao encontro com Jesus Cristo?” Isto será o fim de nosso caminho: encontrarmo-nos com o Senhor. Esta pergunta nos fará bem hoje. ‘Deixo que Deus tenha paciência comigo? ’ E assim, olhando essa história grande e também este pequeno país, possamos louvar o Senhor e pedir humildemente que nos dê a paz, aquela paz do coração que somente Ele nos pode dar, que somente nos dá quando nós deixamos Ele caminhar conosco”.
Papa Francisco
Jesus aproxima-se.... reza... escolhe doze... ama a multidão...
Jesus não é um professor que fala de seu púlpito, mas está no meio do povo e se deixa tocar para curar. Foi o que disse o Papa Francisco na Missa presidida esta manhã na Casa Santa Marta.
Comentando o Evangelho do dia, o Pontífice refletiu sobre três momentos da vida de Jesus. O primeiro é a oração. Jesus passa “toda a noite rezando a Deus”. Parece um pouco estranho que Aquele que veio para nos salvar reze ao Pai”, disse o Papa. “E o faça com frequência. Mas Jesus é o grande intercessor”:
“Ele está diante do Pai neste momento, rezando por nós. E isto deve nos encorajar! Porque nos momentos difíceis, de necessidade e de tantas coisas, devemos pensar: ‘Mas Tu estás rezando por mim. Reza por mim junto ao Pai!’. É a sua missão hoje: rezar por nós, pela sua Igreja. Nós nos esquecemos disso com frequência, que Jesus reza por nós. Esta é a nossa força. Dizer ao Pai: ‘Mas se Tu, Pai, não nos olha, olha teu Filho que reza por nós’. Jesus reza desde o primeiro momento: rezou quando estava na terra e continua a rezar agora por cada um de nós, por toda a Igreja”.
Depois da oração, Jesus escolhe os 12 Apóstolos. O Senhor diz claramente: “Não foram vocês que me escolheram. Eu escolhi vocês!”. “Este segundo momento – afirma o Papa – nos dá coragem: ‘Eu fui escolhido, fui escolhida pelo Senhor! No dia do Batismo, Ele me escolheu’. E Paulo, pensando nisso, dizia: ‘Ele escolheu a mim, desde o seio de minha mãe’”. Nós cristãos, portanto, fomos escolhidos:
“Essas são coisas de amor! O amor não olha se alguém tem o rosto belo ou feio: ama! E Jesus faz o mesmo: ama e escolhe com amor. E escolhe todos! Ele, na lista, não tem ninguém importante – entre aspas – segundo os critérios do mundo: são pessoas comuns. Mas uma coisa – sim – destaca-se em todos: são pecadores. Jesus escolheu os pecadores. Escolhe os pecadores. E esta é a acusação que os doutores da lei e os escribas fazem: ‘Ele come com os pecadores, fala com as prostitutas.’. Jesus chama todos! Lembram aquela parábola das núpcias do filho: quando os convidados não aparecem, o que faz o dono da casa? Manda os seus servos: ‘Ide e trazei todos à casa! Bons e maus’, diz o Evangelho. Jesus escolheu todos!”.
Jesus – continuou o Papa - também escolheu Judas Iscariotes, “que se tornou o traidor ... O maior pecador para Ele. Mas foi escolhido por Jesus”. Depois, há o terceiro momento: “Jesus próximo do povo”. Em muitos vão até Ele “para ouvi-lo e serem curados de suas doenças. Toda a multidão procurava tocá-lo”, porque “d’Ele saia uma força que curava todos”. Jesus está no meio do seu povo;
“Não é um professor, um mestre, um místico que se afasta do povo e fala da cátedra. Não! Está no meio do povo; se deixa tocar; deixa que as pessoas perguntem. Assim é Jesus: perto do povo. E essa proximidade não é uma coisa nova para Ele: Ele a sublinha em seu modo de agir, e é algo que vem desde a primeira escolha de Deus para o seu povo. Deus diz ao seu povo: “Pensem, qual povo tem um Deus tão próximo como Eu estou próximo de vocês?”. A proximidade de Deus ao seu povo é a proximidade de Jesus às pessoas”.
“Assim é o nosso Mestre, assim é o nosso Senhor – concluiu o Papa -; alguém que reza, alguém que escolhe as pessoas e alguém que não tem vergonha de estar próximo do povo. E isso nos dá confiança n’Ele. Confiamos n’Ele porque reza, porque nos escolheu e porque está próximo de nós”. (SP-BF)
Papa Francisco
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